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Garimpo ilegal volta a avançar sobre Terra Indígena Munduruku, aponta estudo

Estudo da EIA em parceria com organizações Munduruku identificou dez novos locais de garimpo ilegal nas Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza entre setembro de 2025 e agosto de 2026, mesmo após operações federais de desintrusão.

Nesta reportagem

Levantamento da EIA com organizações Munduruku identifica dez novos pontos de garimpo entre setembro de 2025 e agosto de 2026, mesmo após desintrusão federal

Um estudo publicado nesta segunda-feira (21) mostra que áreas de garimpo ilegal de ouro voltaram a avançar sobre Terras Indígenas do povo Munduruku, no Pará. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram identificados dez locais com novas atividades ilegais: nove na Terra Indígena Munduruku e um na Terra Indígena Sai Cinza.

A análise de imagens de satélite e o monitoramento realizado nos territórios detectaram a abertura de estradas, a expansão de frentes de garimpo já existentes e o surgimento de novos pontos de exploração. As evidências foram reunidas pela Environmental Investigation Agency (EIA), organização especializada na investigação de crimes ambientais, em parceria com três organizações Munduruku: a Associação de Mulheres Munduruku Wakoborũn, a Associação Da’uk e o Movimento Munduruku Ipereğ Ayũ.

A Terra Indígena Munduruku, localizada entre os municípios paraenses de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste do estado, é uma das áreas protegidas da Amazônia mais afetadas pelo garimpo ilegal de ouro. O território enfrenta há anos a invasão de garimpeiros que degradam rios, contaminam a água com mercúrio e ameaçam a segurança das comunidades Munduruku.

Entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, o Governo Federal realizou uma série de operações de desintrusão no território, expulsando invasores das áreas de garimpo. Apesar dessa ação, o novo estudo aponta que a expansão de atividades ilegais continua, revelando os limites das operações pontuais diante da persistência do garimpo ilegal na região.

A parceria entre a EIA e as organizações Munduruku reforça o papel do monitoramento territorial feito pelas próprias comunidades indígenas na denúncia de crimes ambientais que afetam seus territórios, evidenciando que a proteção efetiva da Terra Indígena Munduruku depende de fiscalização contínua e não apenas de operações isoladas.


Fonte: Repórter Brasil

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Repórter Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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