Jornalista brasileiro atuou para resguardar quem testemunhou sobre o assassinato do seringueiro e defensor da floresta no Acre.
O jornalista Zuenir Ventura morreu, segundo informa a agência Amazônia Real, sendo lembrado por seu papel na proteção da testemunha do caso Chico Mendes, o seringueiro e líder sindical assassinado no Acre em 1988 por defender a floresta e os povos que dela vivem.
Chico Mendes tornou-se um dos maiores símbolos da luta pela preservação da Amazônia e pelos direitos dos povos da floresta, articulando seringueiros, comunidades tradicionais e povos indígenas na defesa do território contra o avanço do desmatamento e da grilagem de terras. Seu assassinato, planejado por fazendeiros da região, expôs ao mundo a violência estrutural enfrentada por quem resiste em nome da floresta.
A atuação de Zuenir Ventura no caso, resguardando a testemunha que poderia sofrer represálias, é apontada pela Amazônia Real como um gesto que uniu o compromisso do jornalismo investigativo à defesa de quem corre risco ao revelar a verdade sobre crimes contra defensores da Amazônia. A agência, organização sem fins lucrativos fundada por jornalistas mulheres em Manaus, destaca a trajetória do jornalista dentro de sua missão de dar visibilidade às questões amazônicas e aos direitos humanos.
A morte de Zuenir Ventura reacende a memória de um caso que segue como referência na luta contra a impunidade em crimes cometidos contra ambientalistas e lideranças que protegem a floresta e os povos originários. O legado de Chico Mendes permanece vivo nas retomadas de território, nas lutas por demarcação e na resistência de comunidades amazônicas que continuam a enfrentar ameaças semelhantes às que vitimaram o seringueiro há mais de três décadas.
Fonte: Amazônia Real
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Amazônia Real e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

