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SUMAÚMA lança mapa da votação em urnas indígenas no segundo turno

SUMAÚMA divulgou um mapa interativo que compara a abstenção em locais de votação de Terras Indígenas na Amazônia Legal entre o segundo turno de 2026, o primeiro turno e a eleição de 2022, expondo as dificuldades de transporte enfrentadas pelos povos originários para votar.

Nesta reportagem

Ferramenta interativa mostra abstenção em locais de votação de Terras Indígenas e escolas indígenas nos 773 municípios da Amazônia Legal

SUMAÚMA publicou neste domingo, a partir do início da apuração dos votos, um mapa interativo que mostra a abstenção do eleitorado nos locais de votação instalados em Terras Indígenas ou escolas indígenas nos 773 municípios da Amazônia Legal na eleição presidencial de 2026. A ferramenta permite comparar os dados deste segundo turno com o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, e também com a eleição de 2022.

Apesar do aumento no número de locais de votação para eleitores indígenas neste ano, muitos ainda estão distantes das comunidades, exigindo viagens de mais de dez horas de barco ou por estradas de terra. O acesso ao voto segue sendo um desafio estrutural para os povos originários da Amazônia, que dependem de transporte garantido por lei para exercer um direito básico de cidadania.

No primeiro turno, a Justiça Eleitoral e as prefeituras deixaram de cumprir o dever legal de fornecer transporte às pessoas indígenas que vivem em locais mais distantes, e muitas delas não conseguiram votar. Houve disputas entre prefeituras e a Justiça Eleitoral, mediadas pelo Ministério Público Federal, numa tentativa de garantir esse direito às comunidades. No dia da eleição, relatos de dificuldades de transporte se espalharam por partes da Amazônia.

O mapa divulgado por SUMAÚMA se soma a um esforço de monitoramento da participação política indígena em uma região marcada por barreiras logísticas e omissão do poder público. Ao tornar visível a abstenção comparada entre turnos e eleições, a iniciativa evidencia como a distância geográfica e a falta de infraestrutura de transporte seguem funcionando como obstáculos concretos ao exercício do voto pelos povos originários na Amazônia Legal.


Fonte: SUMAÚMA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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