Revista de jornalismo investigativo indígena Santa Maria (RS)
Apoie
Skip to main content Scroll Top

SUMAÚMA lança mapa interativo do voto amazônico no segundo turno

SUMAÚMA lança neste domingo dois mapas interativos que cruzam o resultado do segundo turno presidencial nos 773 municípios da Amazônia Legal com dados de desmatamento, agronegócio e abstenção eleitoral indígena.

Nesta reportagem

Ferramenta cruza resultado eleitoral com desmatamento, soja e pecuária em 773 municípios da Amazônia Legal

A partir das 17 horas de Brasília e Altamira deste domingo, SUMAÚMA publica um mapa interativo mostrando como votou o eleitorado em cada um dos 773 municípios da Amazônia Legal no segundo turno da eleição presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. A ferramenta permite comparar os resultados deste turno com o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, e também com a eleição de 2022.

O mapa usa gradação de cores conforme a intensidade da votação em cada candidato por município. Também é possível visualizar, para cada localidade, dados de desmatamento acumulado desde 2008, produção de soja e quantidade de bovinos criados na região. O cruzamento de informações permite observar como votam os municípios que mais desmatam a floresta em comparação com aqueles que mais a conservam. Em reportagem publicada após o primeiro turno, SUMAÚMA mostrou como o gado, a soja, o ouro ilegal e a mineração funcionaram como cabo eleitoral para Flávio Bolsonaro nos municípios amazônicos.

Paralelamente, o veículo divulgará um segundo mapa interativo acompanhando a abstenção nos locais de votação indígena. Segundo SUMAÚMA, embora 2026 tenha trazido aumento no número de locais de votação destinados a eleitores indígenas, muitos continuam distantes das comunidades, que precisam viajar por mais de dez horas em barcos ou por estradas de terra para exercer o voto. No primeiro turno, de acordo com a reportagem, a Justiça Eleitoral e as prefeituras deixaram de cumprir o dever legal de garantir transporte a povos indígenas que vivem em áreas mais remotas, e parte do eleitorado não conseguiu votar.

A questão do transporte eleitoral para povos indígenas já motivou decisão judicial determinando que a União garanta esse deslocamento em todo o território nacional, conforme informa SUMAÚMA. No Vale do Javari, no Amazonas, comunidades indígenas aguardavam o cumprimento dessas promessas sob risco de a abstenção alcançar metade do eleitorado indígena da região.

A cobertura ao vivo da apuração eleitoral começa às 16 horas, no horário de Brasília e Altamira, com repórteres acompanhando as movimentações do dia. Assinantes da newsletter de SUMAÚMA recebem aviso por email sobre as publicações.


Fonte: SUMAÚMA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

Related Posts
Clear Filters

Sete organizações regionais da APIB divulgaram carta ao fim de seminário em Luziânia (GO) rejeitando a mineração em terras indígenas e a separação entre solo e subsolo, e reivindicando a demarcação de todos os territórios até 2030.

Rede Cerrado e Movimento Negro Unificado cobram no TSE e na PGR providências para o deslocamento de eleitores indígenas e quilombolas no segundo turno, após o TRE-AM negar transporte à Univaja no Vale do Javari.

Decisão judicial de 24 horas obriga a União a garantir transporte e alimentação a eleitores indígenas em todo o país, após omissão da Justiça Eleitoral e risco de abstenção de até 50% no Vale do Javari.

Reportagem de SUMAÚMA mostra que Flávio Bolsonaro mantém proximidade com nomes condenados ou investigados por garimpo ilegal em terras indígenas, em meio a promessas de afrouxar fiscalização ambiental.