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Paul Watson relata encontros com Raoni e alerta conjunto sobre floresta e oceano

O ativista Paul Watson descreve, em texto publicado pela SUMAÚMA, décadas de encontros com o cacique Raoni Mẽtyktire e relembra o protesto histórico de Tuire Kayapó contra a usina de Belo Monte em 1989.

Nesta reportagem

Ativista descreve décadas de convivência com o cacique Kayapó e recorda protesto de Tuire Kayapó contra Belo Monte em 1989

O ativista ambiental Paul Watson publicou na SUMAÚMA um texto em que narra décadas de encontros com o cacique Raoni Mẽtyktire, do povo Kayapó, incluindo uma visita recente, em outubro de 2025, à aldeia Mẽtyktire, no Rio Xingu. Watson relembra que os dois discursaram juntos na COP21, em Paris, em 2015, defendendo a floresta amazônica e o oceano como sistemas interdependentes essenciais à vida no planeta.

Segundo Watson, Raoni contou a ele, durante a visita à aldeia, a história de seu primeiro contato com um homem branco, no final da década de 1940, em Mato Grosso, e de como um marco territorial erguido às margens do Xingu em 1954 marcou o início da invasão e da destruição da Amazônia na região. Watson também recorda o protesto de Tuire Kayapó, em 1989, em Altamira, quando ela empunhou um facão diante do então coordenador-geral da presidência da Eletronorte, José Antonio Muniz Lopes, durante mobilização contra o projeto que resultaria na usina de Belo Monte — ato que, segundo o relato, ajudou a paralisar a obra por duas décadas.

O texto cita ainda outras lideranças indígenas que Watson diz ter conhecido em Mato Grosso e na COP30, em Belém, como Davi Kopenawa, Alessandra Munduruku, Ngrenhkarati Xikrin e Alice Pataxó, apresentadas como herdeiras da atuação de Raoni e Tuire na defesa dos territórios e da biodiversidade.

Gert-Peter Bruch, cineasta francês que trabalhou com Raoni por anos, é citado afirmando que o cacique levou os povos indígenas ao debate climático global com a mensagem de que, para salvar a humanidade, esses povos precisam ser incluídos. Nathalie Gil, diretora-executiva do Sea Shepherd Brasil, também é citada dizendo que a ciência frequentemente confirma relações ecológicas que comunidades indígenas já reconheciam havia gerações.

O relato termina com uma frase atribuída a Raoni como alerta ao mundo: que a destruição contínua da floresta trará grandes tempestades, avanço dos desertos e sofrimento generalizado — mensagem que Watson descreve como um chamado urgente à preservação conjunta da floresta e do oceano.


Fonte: SUMAÚMA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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