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Professora quilombola lança candidatura a deputada estadual em Minas Gerais

Liderança do Quilombo Família Matias, Luciana de Souza Matias lança candidatura a deputada estadual pelo PSOL em Minas Gerais com foco em direitos quilombolas e dos povos de terreiro.

Nesta reportagem

Luciana de Souza Matias, do Quilombo Família Matias, apresenta candidatura pelo PSOL com foco em territórios quilombolas e povos de terreiro

Luciana de Souza Matias, mulher quilombola, liderança do Quilombo Família Matias e professora da Rede Pública de Belo Horizonte, apresenta sua candidatura a deputada estadual pelo PSOL em Minas Gerais. Ekede iniciada na tradição de axé, conhecida em sua comunidade pelo nome de santo Asà Omí, Luciana constrói sua trajetória política a partir da vivência no território, da educação e da militância nos movimentos negro e quilombola.

Entre os eixos centrais de sua candidatura estão educação, justiça social, proteção ambiental e defesa dos povos e comunidades tradicionais, com atenção especial à pauta quilombola e aos povos de terreiro. “Sou fruto de uma força ancestral construída com os meus e para os meus, reflexo de quem caminha na coletividade e na circularidade, porque é a partir do meu corpo quilombola que faço a luta”, afirma Luciana.

A candidata defende que a pauta quilombola seja reconhecida como parte estruturante das políticas públicas do estado, citando a Lei Estadual nº 21.147/2014, que institui a Política Estadual para o Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais. A legislação estabelece a garantia de direitos territoriais, sociais, ambientais e econômicos, a permanência dos povos em seus territórios, a participação social e a proteção a lideranças expostas a situações de risco.

A defesa dos povos de terreiro e das tradições de matriz africana também integra os compromissos da candidatura. Segundo Luciana, esses territórios preservam saberes ancestrais, produzem cultura, acolhem comunidades e mantêm relações de cuidado com a natureza, fazendo parte da construção histórica e cultural de Minas Gerais. A candidata afirma que sua proposta não nasce de um projeto individual, mas é construída em diálogo com movimentos sociais, comunidades tradicionais, povos de terreiro, coletivos culturais, educadores e organizações populares.

Entre as lutas atuais da candidata está a oposição ao PL 574. A proposta política de Luciana busca ampliar a presença de comunidades quilombolas e povos de terreiro nos espaços de decisão do estado. “De forma que a pauta quilombola seja respeitada no Estado de Minas Gerais e tenha como princípio a valorização da vida do nosso povo quilombola, estamos construindo coletivamente as nossas lutas”, afirma.


Fonte: Mídia NINJA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Mídia NINJA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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