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Braulina Baniwa leva luta da ANMIGA ao Fórum Varanda da Amazônia

A antropóloga Braulina Baniwa, cofundadora da ANMIGA, participa do Fórum Varanda da Amazônia em Belém para debater sociobioeconomia, autonomia territorial e violência política de gênero contra mulheres indígenas.

Nesta reportagem

Antropóloga e cofundadora da articulação de mulheres indígenas participa do evento em Belém nos dias 6 e 7 de outubro

Braulina Baniwa, antropóloga, pesquisadora e liderança de seu povo, está confirmada na programação do IV Fórum Varanda da Amazônia, que acontece nos dias 6 e 7 de outubro, no Mercedários, em Belém. Com o tema “Amazônia: Substantivo Feminino”, o encontro criado por Fafá de Belém reúne discussões sobre o futuro da região a partir da perspectiva das mulheres que a constroem diariamente.

A participação de Braulina Baniwa traz para o centro do debate o trabalho da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), organização da qual é cofundadora. Com o lema histórico de que “a mãe do Brasil é indígena”, a articulação atua em rede nos seis biomas do país, com iniciativas como a “Cura da Terra” e a ocupação de espaços de poder por meio da “Bancada do Cocar”, consolidando-se como uma das forças de defesa dos territórios, da saúde e dos direitos dos povos originários.

Em 2026, Mariana Belém assume a coordenação e a estruturação estratégica da programação do Fórum, além de conduzir o evento como mestre de cerimônias. A agenda é construída por mulheres de diferentes gerações e áreas de atuação, reunindo experiências na ciência, na economia, na cultura e nos territórios amazônicos.

Durante o Fórum, Braulina Baniwa vai unir sua formação acadêmica aos saberes milenares de seu povo para debater o avanço da sociobioeconomia na floresta, discutindo como estruturar cadeias produtivas que respeitem a biodiversidade e gerem autonomia financeira para as comunidades locais. A antropóloga também abordará o fortalecimento feminino e o combate à violência política de gênero, pautas centrais para as mulheres indígenas na linha de frente da conservação ambiental.

O Fórum também será palco do lançamento do prêmio anual Muiraquitã de Honra, que em sua primeira edição terá destaque para o reconhecimento de mulheres, em diálogo com o mito das Icamiabas, guerreiras amazônidas que, segundo a tradição oral, viviam em sociedade matriarcal e presenteavam seus aliados com o muiraquitã, amuleto de pedra verde que simboliza poder e proteção.


Fonte: Mídia NINJA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Mídia NINJA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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