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Ato em defesa de Lula e da Amazônia lota ruas de Manaus

Ato político em Manaus reuniu lideranças indígenas, acadêmicas e estudantes em defesa da Amazônia e de direitos, em meio a fumaça e calor extremo na cidade.

Nesta reportagem

Manifestantes enfrentam fumaça e calor extremo no Centro de Manaus em ato que reúne lideranças indígenas, acadêmicas e estudantes

Apoiadores de Lula tomaram as ruas do Centro de Manaus em um ato político marcado por fumaça e calor extremo, segundo reportagem da Amazônia Real, que acompanhou a manifestação presencialmente. O protesto reuniu lideranças indígenas, acadêmicas e estudantes em torno da defesa da Amazônia e de direitos ameaçados.

Entre os participantes ouvidos pela reportagem está o comunicador indígena Pedro Tukano, coordenador do coletivo indígena LGBT+ Miriã Mahsã, que associou sua presença ao combate a um avanço de interesses estrangeiros sobre o território amazônico. “Estar aqui é combater esse retrocesso e impedir, enquanto amazônida também, que a Amazônia seja vendida ao país estadunidense. Acho que o Brasil indígena não merece ser quintal de nenhum país estrangeiro, principalmente capitalista e individualista como os Estados Unidos”, afirmou Tukano.

A professora e jornalista Ivânia Vieira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), destacou o caráter histórico da mobilização e reafirmou Manaus como território de resistência. “Aqui é uma das maiores manifestações que nós tivemos nos últimos tempos, reafirmando o lugar de resistência, reafirmando Manaus como um lugar de enfrentamento a todas as tentativas de oprimir e de entregar a Amazônia. É também pela Amazônia que nós estamos aqui, pelos povos, pelas não-pessoas, pelas outras vidas e por tudo que diz respeito a esta região”, disse Vieira à reportagem.

O estudante de Serviço Social Kennedy da Silva Alves também participou do ato e relacionou a mobilização à defesa de direitos básicos da população. “A gente precisa proteger o que a gente tem de mais valioso, que são nossos direitos. Se eu e você não tivermos direitos, a gente não tem nada. A gente não tem voz, não tem saúde, não tem educação”, declarou Alves.

A reportagem da Amazônia Real articulou os relatos colhidos no ato aos dados eleitorais e às condições ambientais da cidade, marcada por fumaça e calor extremo no dia da manifestação. A cobertura integra o trabalho da jornalista e fotógrafa independente responsável pela apuração, que atua em Manaus registrando violações de direitos humanos, conflitos no campo, povos indígenas, populações quilombolas e racismo ambiental na região Norte.


Fonte: Amazônia Real

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Amazônia Real e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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