Reconhecimento do MIDR agiliza repasse de recursos federais enquanto fumaça cobre Manaus e ministro aponta ação humana intencional
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu a situação de emergência decretada pelo governo do Amazonas em 36 municípios do estado atingidos por incêndios florestais. O reconhecimento federal, feito poucas horas depois da publicação do decreto estadual no sábado (10/10), permite que o governo estadual solicite e receba com mais agilidade recursos federais para enfrentar a crise.
O decreto estadual abrange municípios da Região Metropolitana de Manaus, do sul e de outras regiões do Amazonas, segundo o g1. Além da capital, a medida inclui Autazes, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Novo Airão e Presidente Figueiredo, na Grande Manaus; Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Lábrea e Manicoré, no sul do estado; e Barreirinha, Boa Vista do Ramos e Parintins, na região do Baixo Amazonas.
No fim de semana, o Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em seu território, segundo a Agência Brasil. O número representa mais da metade dos focos detectados em todo o mês de outubro de 2025, quando foram contabilizados 874 focos em 31 dias, de acordo com o painel Queimadas, do INPE. Diante da gravidade da situação, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, sobrevoou no domingo (11/10) as áreas mais atingidas — um voo que, segundo a Exame, teve decolagem atrasada por causa da densa fumaça que cobria Manaus.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas, registrou qualidade do ar péssima em diversos pontos de monitoramento da capital, segundo a Folha. Em um deles, o índice marcava pela manhã 216,6 microgramas por metro cúbico de material particulado, quando a qualidade do ar é considerada boa até 25 µg/m³. Após o sobrevoo, Capobianco classificou como crítico o cenário do fogo no Amazonas e afirmou que os focos detectados em áreas preservadas indicam ação humana intencional, possivelmente para degradar a floresta e preparar terreno para desmatamentos futuros, de acordo com a Carta Capital.
Fonte: ClimaInfo
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

