PGR pede condenação de sete servidores por associação criminosa e perseguição a analistas que investigavam contrabando de madeira
A Procuradoria-Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal, em julho, suas alegações finais na ação penal que investiga irregularidades no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). O órgão pede a condenação de sete servidores, incluindo o então presidente do Ibama, Eduardo Bim, por suposta obstrução à fiscalização ambiental, advocacia administrativa e associação criminosa. Outros 14 servidores e ex-servidores respondem a acusações diversas. Eduardo Bim negou todas as acusações no processo.
O caso tem origem na Operação Akuanduba, deflagrada pela Polícia Federal em Altamira, no Pará, para investigar suspeitas de irregularidades na exportação de madeira para os Estados Unidos. Segundo a Procuradoria-Geral da República, a Coordenação de Inteligência de Fiscalização do Ibama, em Brasília, foi um dos setores mais atingidos por remoções consideradas arbitrárias e por um clima de perseguição a servidores que colaboravam com as investigações.
Em depoimento ao STF, o servidor Sérgio Andreas Schubart relatou ter recebido ameaça de morte em agosto de 2020, durante reunião em Brasília, partida do coronel da reserva da Polícia Militar Walter Mendes Magalhães Júnior, à época coordenador de fiscalização do Ibama. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, a fala marcou
Fonte: SUMAÚMA
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