Carta aberta assinada por organizações indigenistas e socioambientais aponta ameaças de candidatura à demarcação de terras e a órgãos como FUNAI e IBAMA
Entidades indígenas, indigenistas e socioambientais divulgaram uma carta aberta intitulada “2º turno: uma escolha sobre democracia, direitos e políticas socioambientais”, analisando o legado do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e apontando temores em relação às propostas de Flávio Bolsonaro, do PL, cuja candidatura o próprio declarou ser continuidade do projeto político do pai.
O documento destaca o enfraquecimento de órgãos ambientais e indigenistas, o avanço do desmatamento, a violência no campo e as pressões sobre territórios indígenas. A carta menciona declarações de Flávio Bolsonaro sobre “rever” o papel do IBAMA, do ICMBio e da FUNAI, além de sua posição contrária à demarcação de terras indígenas, conforme destacam Mídia Ninja e ((o))eco. O manifesto defende a participação da sociedade nas decisões governamentais e a proteção dos direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades extrativistas.
((o))eco aponta ameaça específica: o monitoramento do desmatamento pelos sistemas DETER e PRODES, do INPE, que fundamentam as ações de controle ambiental na Amazônia, no Cerrado e em outros biomas. O instituto foi atacado sistematicamente durante o governo de Jair Bolsonaro ao revelar a explosão do desmate, situação que entidades temem se repetir caso o filho seja eleito. Para o climatologista Carlos Nobre, em entrevista à Agência Pública,
Fonte: ClimaInfo
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

