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Emissões líquidas do Brasil caem ao menor nível desde 2012, aponta SEEG

Levantamento do SEEG mostra que as emissões líquidas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 9% em 2025, puxadas pela redução do desmatamento sob o governo Lula, embora o país ainda não tenha cumprido sua meta climática.

Nesta reportagem

Queda de 9% em 2025 é puxada pela redução do desmatamento, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa

O Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, divulgou que as emissões líquidas de gases de efeito estufa do Brasil caíram 9% em 2025 em relação a 2024, atingindo 1,41 bilhão de toneladas de CO2 equivalente — o menor patamar desde 2012. As emissões brutas também recuaram, de 2,19 GtCO2e para 2,06 GtCO2e, queda de 6%.

O levantamento aponta que a redução está diretamente ligada à queda do desmatamento sob o governo do presidente Lula. As emissões brutas por mudança no uso da terra caíram 15% em 2025, de 957 para 841 MtCO2e, enquanto as emissões líquidas desse setor despencaram 48%, de 311 para 162 MtCO2e. Na comparação com 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro, a queda nas emissões líquidas por mudança de uso da terra chega a 81%.

David Tsai, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e coordenador do SEEG, afirmou que o Brasil cortou em um quarto suas emissões brutas nos últimos quatro anos, após o forte crescimento registrado nos 13 anos anteriores à publicação da Política Nacional do Clima, em 2009. Segundo ele, o resultado demonstra o sucesso de políticas de comando e controle sobre o desmatamento.

Apesar do avanço, o país ficou a 85 MtCO2e (6%) de cumprir a meta de emissões líquidas estabelecida em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2025. O SEEG atribui o não cumprimento da meta à disparada histórica do desmatamento durante o governo Bolsonaro. A agropecuária segue como maior emissora do país, respondendo por 70% das emissões brutas quando somadas as emissões diretas e as indiretas do desmatamento associado à conversão de vegetação nativa em pasto — só a pecuária emitiu 721 MtCO2e em 2025, volume equivalente ao de toda a Austrália, 11º maior emissor global.

O SEEG destaca ainda que a expectativa é de queda ainda maior nas emissões em 2026, com base em dados recentes do sistema PRODES, do INPE, que registraram o menor índice de desmatamento da série histórica entre agosto de 2025 e julho de 2026, tanto na Amazônia quanto no Cerrado.


Fonte: ClimaInfo

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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