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Aliados de Flávio Bolsonaro no garimpo ilegal acendem alerta para Amazônia

Reportagem de SUMAÚMA mostra que Flávio Bolsonaro mantém proximidade com nomes condenados ou investigados por garimpo ilegal em terras indígenas, em meio a promessas de afrouxar fiscalização ambiental.

Nesta reportagem

Candidato à presidência é ligado a figuras condenadas por garimpo ilegal em Terra Indígena Yanomami, enquanto defende fim de ‘entraves ambientais’

Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro mantém proximidade com nomes ligados ao garimpo ilegal na Amazônia, entre eles Valdinei Mauro de Souza, o Nei Garimpeiro, investigado por suspeita de comprar mercúrio contrabandeado, e Rodrigo Martins de Mello, o Rodrigo Cataratas, condenado a 22 anos e sete meses de prisão por liderar organização criminosa que explorou ouro na Terra Indígena Yanomami e hoje foragido na Guiana, segundo reportagem publicada por SUMAÚMA.

A reportagem recupera o histórico de expansão de facções criminosas sobre territórios indígenas durante o governo de Jair Bolsonaro: o Comando Vermelho assumiu controle de garimpos na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, enquanto o Primeiro Comando da Capital ampliou presença no território Yanomami, em Roraima, com ataques que, segundo dados citados por SUMAÚMA, contribuíram para um cenário de fome em que 570 crianças com menos de 5 anos morreram por falta de atendimento médico.

Segundo o pesquisador Aiala Couto, da Universidade do Estado do Pará, ouvido pela reportagem, a conexão entre narcotráfico e crimes ambientais na Amazônia fortalece estruturas financeiras do crime organizado em territórios onde o Estado é negligente ou precário, criando condições para que facções influenciem processos eleitorais por meio de acordos com candidatos e financiamento de campanhas.

A reportagem contrapõe esse cenário ao terceiro governo Lula, que promoveu operações de desintrusão na Terra Indígena Yanomami e fechamento de garimpos na Terra Indígena Sararé, além de redução nos alertas de garimpo ilegal registrados na Amazônia. Ainda assim, SUMAÚMA aponta a persistência de dragas do Comando Vermelho em operação no Rio Puretê, no Amazonas, e a pulverização de lavras ilegais e pistas de pouso clandestinas em áreas remotas da floresta, incluindo unidades de conservação e regiões com registro de povos indígenas isolados.

Em discurso realizado em Marabá no dia 19 de outubro, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, vai


Fonte: SUMAÚMA

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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