Janine Mello visitou aldeias Guarani Kaiowá na fronteira com o Paraguai após onda de ataques denunciada no estado
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, afirmou neste sábado (31) que todas as denúncias de violência contra povos indígenas em Mato Grosso do Sul que chegaram ao governo federal estão sob investigação. A declaração foi feita durante visita de uma comitiva interministerial às aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquaperi, em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.
A visita ocorre depois de uma onda de denúncias de ataques e ameaças contra comunidades Guarani Kaiowá registrada após o segundo turno das eleições. As aldeias visitadas ficam em região de fronteira, historicamente marcada por conflitos fundiários envolvendo a disputa pela demarcação de terras indígenas e a pressão do agronegócio sobre territórios tradicionais em Mato Grosso do Sul.
O estado concentra um dos maiores números de violência contra povos indígenas no país, segundo organizações que acompanham o tema, e os Guarani Kaiowá vivem há décadas em situação de conflito permanente por retomadas de territórios ancestrais. A fala da ministra busca sinalizar resposta institucional do governo federal diante das denúncias recentes.
A comitiva interministerial que visitou as comunidades reúne representantes de diferentes pastas do governo federal, em um movimento que busca dar visibilidade oficial à situação relatada pelas aldeias. A garantia de que os casos estão sendo apurados, no entanto, não detalha prazos, autores das ameaças ou medidas concretas de proteção às comunidades afetadas.
As lideranças Guarani Kaiowá denunciam reiteradamente a escalada de violência em períodos eleitorais e durante processos de retomada de terras, apontando a fragilidade da proteção estatal diante de ataques a territórios reivindicados como originários.
Fonte: Brasil de Fato
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

