Espaço cultural na Maré, no Rio, une mostras sobre saberes ancestrais indígenas e sessões dedicadas à cultura negra, com entrada gratuita
O Galpão Bela Maré, espaço cultural do Observatório de Favelas na Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, dedica a programação de novembro ao cinema indígena e à cultura negra, com atividades gratuitas ao longo de todo o mês. O principal destaque é o 5º Festival Abya Yala – Sabedorias Circulares, que acontece de 7 a 28 de novembro e reúne filmes, mostras competitivas e rodas de conversa sobre saberes ancestrais e a relação dos povos originários com seus territórios.
O conceito desta edição do festival se inspira no termo guarani Arandu, que liga a sabedoria à experiência, à escuta e ao sentir. Ao longo do mês, o público encontra ainda sessões infantis e atividades para crianças pequenas, com encontros sobre pigmentos naturais, grafismos, pintura e histórias indígenas. O encerramento, no dia 28, contará com premiação e festa.
A programação de novembro também celebra a cultura negra. No dia 19, véspera do Dia da Consciência Negra, a sessão Celebrando a Negritude! homenageia a história dos bailes black cariocas, com exibição de “Prazer, Baile Charme – Um documentário sobre o baile do Dutão” (2023), dirigido por Emanuelle Rios, e “Black Rio! Black Power!” (2023), dirigido por Emílio Domingos. No dia 14, a Criptofunk – O Baile da Retomada reúne artistas, ativistas e pesquisadores para discutir tecnologias digitais, saberes ancestrais e práticas coletivas das periferias.
A agenda inclui parcerias com o CineSesc, a Vitrine Filmes, o Quase Catálogo e o Festival de Cinema Francês do Brasil. Neste mês também começa a sétima edição da ELÃ – Escola Livre de Artes, residência de formação voltada para artistas de favelas e periferias. O espaço ainda exibe até o fim do período a exposição “INVENTURANDO”, com curadoria de Ana V. Lopes e Nicole Silva.
Ao unir cinema indígena, ancestralidade e cultura negra em uma mesma programação, o Galpão Bela Maré reforça o papel de territórios populares como a Maré na produção e circulação de narrativas que partem dos próprios povos e comunidades, e não sobre eles.
Fonte: Mídia NINJA
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Mídia NINJA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

