Caipora Ai
A Justiça determinou que a União garanta transporte a eleitores indígenas em todo o país no segundo turno, após povos do Vale do Javari temerem abstenção de até 50% por falta de deslocamento às urnas.
O governo federal organizou transporte terrestre e fluvial para indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados votarem no segundo turno, após decisão judicial e protestos de povos indígenas pelo direito ao voto.
O governo federal organizou, com validação do TSE, transporte terrestre e fluvial para que indígenas, quilombolas, ribeirinhos e famílias assentadas consigam votar no segundo turno das eleições presidenciais.
Pesquisa da Fiocruz mostra que microrregiões brasileiras com dengue em nível epidêmico mais que dobraram em quase duas décadas, fenômeno que especialistas associam ao aquecimento climático e que também favorece Oropouche, leptospirose, hantavírus e fungos resistentes.
A Rede Nacional da Advocacia Indígena divulgou manifesto defendendo a reeleição de Lula e alertando que retrocessos institucionais ameaçam os artigos 231 e 232 da Constituição e os direitos territoriais dos povos indígenas.
A APIB e suas sete organizações regionais divulgaram carta exigindo o reconhecimento do direito dos povos indígenas de declarar seus territórios livres de mineração, denunciando consultas de fachada e cobrando demarcação de todas as terras indígenas até 2030.
O presidente do TSE condicionou à autorização judicial prévia o uso de veículos da Funai, Sesai e MPI para transportar eleitores indígenas, após a Univaja ter conseguido acordo para apoio logístico no Amazonas.
Associações Yanomami denunciam que garimpeiros voltaram a contatar e invadir áreas da Terra Indígena Yanomami na expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Indígenas Kaingang da Terra Indígena Votouro, no Rio Grande do Sul, denunciam que um cacique bolsonarista matou um morador e perseguiu apoiadores do PT, enquanto ação policial posterior deixou mais duas vítimas fatais, em meio a um aumento de ameaças e violência política contra povos indígenas durante o período eleitoral.
Relato de viagem ao Vale do Javari registra pescadores relatando peixes cada vez menores em meio à seca, e expõe como o debate eleitoral nacional ignora a realidade cotidiana de povos indígenas e populações ribeirinhas na fronteira amazônica.
SUMAÚMA lança neste domingo dois mapas interativos que cruzam a votação presidencial em municípios da Amazônia Legal com dados de desmatamento, agronegócio e a abstenção entre eleitores indígenas.
Mês do Fogo

