CPT registra 5.598 focos de calor em outubro, 37 vezes mais que em 2025, e associa queimadas a ameaças políticas contra comunidades
Indígenas e ribeirinhos de pelo menos quatro municípios do Amazonas — Autazes, Borba, Itacoatiara e Nova Olinda do Norte — denunciam incêndios criminosos em seus territórios após o primeiro turno das eleições. As denúncias foram colhidas por agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em pelo menos dez áreas da região. De 4 a 14 de outubro, imagens de satélite identificaram 5.598 focos de incêndio na região metropolitana de Manaus e no entorno, número 37 vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando houve 149 focos.
“Já havia alguns focos de incêndio, mas os incêndios que a gente tem visto com mais frequência, com mais intensidade e da maneira como é denunciado pelas próprias comunidades, ocorreram após o primeiro turno”, relata Jorge Barros, educador popular e integrante da coordenação da CPT no Amazonas. Na região do lago do Canaçari, em Itacoatiara, o fogo destruiu o entorno de quase todas as nascentes e devastou mais de 2 mil hectares de floresta, segundo relato de um ribeirinho que pediu sigilo sobre sua identidade por temer represálias.
Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o total de focos supera os 4.385 pontos de calor detectados no mesmo intervalo de 2023, ano de seca extrema na Amazônia. O Greenpeace alerta para o risco de a região enfrentar um
Fonte: De Olho nos Ruralistas
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de De Olho nos Ruralistas e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

