Assobio
Após a reeleição de Lula, a Amazônia Latitude destaca a participação indígena na mobilização eleitoral e cobra maior protagonismo dos povos da floresta nas decisões políticas sobre a Amazônia.
Indígenas de etnias como Xikrin, Parakanã, Araweté e Arara enfrentaram viagens de até três dias por rio e estrada para votar em Altamira no segundo turno, temendo a volta de invasões a seus territórios caso Flávio Bolsonaro vencesse.
SUMAÚMA divulgou um mapa interativo que compara a abstenção em locais de votação de Terras Indígenas na Amazônia Legal entre o segundo turno de 2026, o primeiro turno e a eleição de 2022, expondo as dificuldades de transporte enfrentadas pelos povos originários para votar.
A Justiça determinou que a União garanta transporte a eleitores indígenas em todo o país no segundo turno, após povos do Vale do Javari temerem abstenção de até 50% por falta de deslocamento às urnas.
O governo federal organizou transporte terrestre e fluvial para indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados votarem no segundo turno, após decisão judicial e protestos de povos indígenas pelo direito ao voto.
O governo federal organizou, com validação do TSE, transporte terrestre e fluvial para que indígenas, quilombolas, ribeirinhos e famílias assentadas consigam votar no segundo turno das eleições presidenciais.
Pesquisa da Fiocruz mostra que microrregiões brasileiras com dengue em nível epidêmico mais que dobraram em quase duas décadas, fenômeno que especialistas associam ao aquecimento climático e que também favorece Oropouche, leptospirose, hantavírus e fungos resistentes.
A Rede Nacional da Advocacia Indígena divulgou manifesto defendendo a reeleição de Lula e alertando que retrocessos institucionais ameaçam os artigos 231 e 232 da Constituição e os direitos territoriais dos povos indígenas.
A APIB e suas sete organizações regionais divulgaram carta exigindo o reconhecimento do direito dos povos indígenas de declarar seus territórios livres de mineração, denunciando consultas de fachada e cobrando demarcação de todas as terras indígenas até 2030.
O presidente do TSE condicionou à autorização judicial prévia o uso de veículos da Funai, Sesai e MPI para transportar eleitores indígenas, após a Univaja ter conseguido acordo para apoio logístico no Amazonas.
Associações Yanomami denunciam que garimpeiros voltaram a contatar e invadir áreas da Terra Indígena Yanomami na expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Indígenas Kaingang da Terra Indígena Votouro, no Rio Grande do Sul, denunciam que um cacique bolsonarista matou um morador e perseguiu apoiadores do PT, enquanto ação policial posterior deixou mais duas vítimas fatais, em meio a um aumento de ameaças e violência política contra povos indígenas durante o período eleitoral.

