O Cimi divulgou levantamento associando decisões do Congresso Nacional, da Emenda Constitucional 32/2001 à Lei do Marco Temporal, a um padrão histórico de ataques aos direitos territoriais dos povos indígenas.
O Cimi lançou uma plataforma de monitoramento legislativo que mostra que 88% das votações nominais no Congresso entre 2019 e 2026 tiveram resultado desfavorável aos direitos dos povos indígenas, com destaque para o avanço da Lei do Marco Temporal.
Organizações que representam o povo Munduruku no Sistema Interamericano informam que a Corte Interamericana de Direitos Humanos constatou, em visita ao Pará, que nenhuma medida de proteção territorial, saúde e combate ao garimpo determinada desde 2022 foi cumprida integralmente pelo Estado brasileiro.
O Incra reconheceu por escrito que falhou no contato prévio com oito comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha antes da liberação de licença ambiental para linha de transmissão de R$ 2,6 bilhões.
Seis anos após a Operação Lei e Ordem, que matou indígenas e ribeirinhos nos rios Abacaxis e Mari-Mari, o MPF enfrenta o foro privilegiado no TRF-1 para tentar julgar coronéis pela morte de sete pessoas.
A 41ª Assembleia do Cimi Regional Rondônia reúne lideranças de seis povos e denuncia a demora na demarcação de territórios, ameaças, criminalização e ações da Polícia Militar contra comunidades indígenas no estado.
Seis anos após o massacre dos rios Abacaxis e Mari-Mari, no Amazonas, o MPF enfrenta o foro privilegiado no TRF-1 para levar ex-comandantes da segurança pública a julgamento popular, enquanto sobreviventes indígenas e ribeirinhos seguem sem justiça e ainda sofrem criminalização.
Juiz Yves Luan Guachala, de origem indígena boliviana, foi afastado em Santa Catarina após depoimentos dizerem que ele tinha “jeito de traficante”.
Kaingang, Xokleng e Guarani vivem em barracos à beira da BR-101 em Balneário Camboriú, enquanto a prefeitura gastou R$ 16 milhões em festas de fim de ano.
Do Diretório Pombalino de 1757 à Lei de Terras de 1850, leis de Portugal e do Império transformaram posse indígena em terra ‘devoluta’ do Estado.
Investigação liga a CONAFER, presidida por um pecuarista, a fraudes em aposentadorias do INSS e à cooptação de lideranças Pataxó, Kaingang, Tikuna e Guarani.

