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Coluna de opinião de ((o))eco cobra fim da hegemonia da bancada do agronegócio no Congresso

Coluna publicada no portal ((o))eco defende que reduzir a influência da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso é condição para qualquer avanço ambiental e social no Brasil.

Nesta reportagem

Artigo publicado no portal ((o))eco aponta que a Frente Parlamentar da Agropecuária ocupa 60% das cadeiras do Congresso e usa esse poder contra pautas ambientais e sociais

Uma coluna publicada pelo portal ((o))eco argumenta que a verdadeira disputa de poder no Brasil não se resume à polarização eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas está na atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que hoje ocupa 345 das 594 cadeiras do Congresso Nacional, o equivalente a 60% do parlamento.

Segundo o texto, o setor agropecuário responde por cerca de 75% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa, puxadas pelo desmatamento, pelas queimadas e pela pecuária extensiva. A coluna afirma que, mesmo diante do agravamento de secas e ondas de calor, a bancada ruralista trava no Congresso a agenda de transição ecológica e busca subsídios públicos, renegociação de dívidas e isenção de impostos quando a crise climática afeta as safras.

O artigo cita levantamentos de dados cartográficos que apontam 176 milhões de hectares de propriedades privadas declaradas de forma ilegal dentro de terras públicas no país, e menciona reportagem do próprio ((o))eco segundo a qual a grilagem já teria tomado quase 12 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas na Amazônia. Para a coluna, em vez de coibir essa apropriação, a FPA atuaria para anistiar o roubo de terras e fragilizar órgãos de fiscalização como o Ibama. O texto cita ainda dados da Oxfam Brasil segundo os quais menos de 1% das propriedades agrícolas controla quase metade da área rural do país, com o rebanho bovino nacional ocupando cerca de 156 milhões de hectares.

A coluna relaciona essa concentração fundiária a uma herança histórica, mencionando investigação do Projeto Escravizadores, da Agência Pública, que teria identificado ao menos 33 autoridades brasileiras com antepassados ligados à exploração do trabalho escravizado, e associa esse legado à Lei de Terras de 1850. O texto também atribui à bancada ruralista o avanço do chamado


Fonte: ((o))eco

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ((o))eco e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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