Análise do Carbon Brief mostra que retomada da fiscalização ambiental reverteu alta do desmatamento herdada do governo Bolsonaro
Uma análise do Carbon Brief mostra que a retomada da fiscalização ambiental pelo governo Lula evitou a derrubada de pelo menos 20 mil km² de floresta na Amazônia desde janeiro de 2023, quando Jair Bolsonaro deixou a presidência. A área equivale ao território de países como Eslovênia e Israel.
Segundo o levantamento, o desmonte das políticas ambientais e da fiscalização durante o governo Bolsonaro permitiu a explosão do desmatamento na região, impulsionada por invasões em territórios protegidos, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Uma análise da InfoAmazonia, com base em dados do sistema PRODES do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indica que a floresta perdeu quase 700 mil árvores por dia a mais durante o governo Bolsonaro do que no atual mandato de Lula.
O retorno de Lula ao Planalto permitiu a retomada das ações de fiscalização ambiental e a recuperação de instrumentos como os Fundos Amazônia e Clima, além do fortalecimento dos órgãos ambientais federais, enfraquecidos nas gestões de Bolsonaro e Michel Temer. Dados do sistema DETER, também do INPE, apontam que o período entre agosto de 2025 e julho de 2026 registrou o menor índice de alertas de desmatamento da série histórica, iniciada em 2015. Caso a queda se confirme nos dados consolidados do PRODES, previstos para novembro, o desmatamento do último ano pode ter sido o menor na Amazônia desde 1988.
A análise do Carbon Brief baseou-se em modelagem feita por uma equipe internacional de pesquisadores, que simulou um cenário alternativo no qual o Código Florestal não fosse aplicado, como ocorreu no governo Bolsonaro. Os especialistas ressaltam que a estimativa é provavelmente conservadora, já que o desmatamento real sob a gestão do ex-presidente pode ter sido ainda maior.
Fonte: ClimaInfo
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de ClimaInfo e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

