Levantamento do TSE mostra que apenas 7 das 74 candidaturas indígenas à Câmara receberam mais de 1 milhão de reais do fundo público, enquanto 159 deputados da bancada ruralista ultrapassaram essa marca
Dados do Tribunal Superior Eleitoral analisados por SUMAÚMA mostram que apenas sete das 74 candidaturas indígenas à Câmara Federal receberam mais de 1 milhão de reais do Fundo Eleitoral nas últimas eleições. Em contraste, 159 dos 174 deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária reeleitos ultrapassaram esse valor em recursos públicos de campanha.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha é bancado por impostos pagos por toda a sociedade. No início de 2026, o TSE aprovou resolução que obriga repasse proporcional de recursos a candidaturas indígenas, nos mesmos moldes já aplicados a mulheres e pessoas negras. Mas a regra deixa a cargo dos partidos a distribuição interna da verba, o que permite concentrar o dinheiro em poucos nomes. Segundo a reportagem, a nova norma não eliminou as distorções: apurados os votos, apenas Sônia Guajajara, do PSOL, e Juliana Cardoso, do PT, ambas eleitas por São Paulo, levaram a pauta dos direitos dos povos originários como foco central da campanha e conseguiram se eleger.
A disparidade financeira se aprofunda porque candidaturas indígenas dependem majoritariamente do Fundo Eleitoral, enquanto parlamentares ligados ao agronegócio somam doações privadas robustas. É o caso de Pedro Lupion, presidente da FPA, reeleito no Paraná com mais de 1,3 milhão de reais do fundo somados a doações de empresários como Rubens Ometto, do grupo Cosan, e herdeiros do
Fonte: SUMAÚMA
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de SUMAÚMA e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

