MPI aciona investigação após incêndio criminoso a casa de reza, ameaças de envenenamento e mortes em aldeias do estado
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) acionou a Polícia Federal nesta quinta-feira (29) para investigar uma onda de violência contra indígenas Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul registrada após o resultado das eleições. A Funai classificou os relatos como “extremamente preocupantes” e cita ameaças à vida, à segurança e à integridade física dos indígenas, além de manifestações de discriminação e incitação ao ódio. As denúncias vêm sendo reunidas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela Associação Aty Guasu.
Nesta quinta, por volta das 6h, a casa da Ñandesy Roberta, de 90 anos, foi incendiada de forma criminosa na aldeia Jaguapiré, em Tacuru (MS). A liderança espiritual era taxada como feiticeira e sofria racismo. No incêndio foram destruídos todos os instrumentos sagrados usados nos rituais do povo, como takua, xiru, mbaraka e mimby. Na quarta-feira (28), um servidor da Prefeitura de Tacuru foi afastado das funções após sugerir, em mensagem de WhatsApp, o envenenamento da água consumida pelos indígenas da Aldeia Sassoró.
A violência também resultou em mortes. No domingo (25), à noite, uma família inteira foi assassinada em Naviraí. No mesmo dia, houve atropelamentos em Coronel Sapucaia, com a morte de um homem. A Anistia Internacional Brasil e o Greenpeace cobraram resposta urgente das autoridades diante dos casos denunciados no Mato Grosso do Sul.
O MPI informou que mantém diálogo com as comunidades indígenas por meio do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (Demed) e segue atuando para assegurar proteção e direitos às comunidades. Além do MPI, os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e da Igualdade Racial (MIR) reúnem denúncias de violência contra povos indígenas, comunidades quilombolas e povos de terreiro, em força-tarefa para que os casos sejam
Fonte: Brasil de Fato
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Brasil de Fato e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

