Apoie
Skip to main content Scroll Top

Reportagem sobre grilagem ligada à SLC Agrícola vence prêmio internacional de jornalismo climático

A Repórter Brasil integrou a equipe que venceu o CCNow Journalism Award 2026 com uma reportagem sobre o arrendamento pela SLC Agrícola de terras griladas no sul do Piauí.

Nesta reportagem

Investigação da Repórter Brasil com TBIJ e O Joio e o Trigo revelou arrendamento de terras griladas no Piauí e recebeu o CCNow Journalism Award 2026

A série especial sobre a COP30, produzida pelo TBIJ (The Bureau of Investigative Journalism), venceu o CCNow (Covering Climate Now) Journalism Award 2026 na categoria Grandes Projetos e Colaborações. A Repórter Brasil contribuiu para uma das reportagens da série, publicada em novembro de 2025, assinada pelos jornalistas Daniela Penha, Murilo Pajolla, Bruna Borges e Poliana Dallabrida, em parceria com o TBIJ e o O Joio e o Trigo.

O Covering Climate Now Journalism Awards é um prêmio internacional que reconhece reportagens sobre a crise climática, justiça social, combustíveis fósseis e eventos climáticos extremos. A investigação premiada mostrou que a SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de soja, algodão e milho do país, arrendou no sul do Piauí terras de fazendeiros acusados de grilagem por membros de comunidade tradicional da região.

Segundo a apuração, uma área de 14,5 mil hectares de uma propriedade conhecida como Fazenda Cosmos, dos empresários Ricardo Tombini e Eduardo Dall’Magro, foi anexada à propriedade Parnaguá, um dos principais polos de produção da SLC em Santa Filomena, no Piauí. A reportagem também registrou que um representante da companhia defendia que a COP30, realizada em Belém em 2025, seria importante para projetar ao mundo uma imagem do Brasil como ecologicamente e socialmente responsável.

O caso expõe a contradição entre o discurso de sustentabilidade do agronegócio brasileiro em vitrines internacionais como a COP30 e práticas denunciadas por comunidades tradicionais que acusam fazendeiros de grilagem de terra no Piauí. A conexão entre uma das maiores empresas do setor e áreas sob suspeita de apropriação ilegal reforça a importância do jornalismo investigativo para acompanhar as cadeias produtivas do agronegócio e seus impactos sobre territórios disputados.

O reconhecimento internacional da série, que também aborda soluções e impactos da crise climática, valoriza o trabalho de apuração conjunta entre veículos brasileiros e estrangeiros sobre temas que atravessam a disputa por terra, meio ambiente e a imagem do Brasil em fóruns climáticos globais.


Fonte: Repórter Brasil

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Repórter Brasil e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

Related Posts
Clear Filters

Enquanto o Pacífico atinge patamar de Super El Niño, estudo da Nature revela que ondas de calor marinhas avançam há quatro décadas sobre o Atlântico tropical, impulsionadas pelo aquecimento global.

Levantamento do MapBiomas e da SOS Mata Atlântica mostra que a soja e a cana-de-açúcar multiplicaram sua área na Mata Atlântica em mais de quatro vezes desde 1985, com a agropecuária ocupando hoje 63% do bioma.

Estudo da EIA em parceria com organizações Munduruku identificou dez novos locais de garimpo ilegal nas Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza entre setembro de 2025 e agosto de 2026, mesmo após operações federais de desintrusão.

A APIB participa da Semana do Clima de Nova York para cobrar demarcação territorial, financiamento direto aos povos indígenas e responsabilização das cadeias produtivas ligadas à destruição ambiental.