Revista de jornalismo investigativo indígena Santa Maria (RS)
Apoie
Skip to main content Scroll Top

Cimi lamenta morte do padre Odilo Erhardt, missionário de seis décadas junto a povos indígenas

O Cimi divulgou nota de pesar pela morte do padre Odilo Erhardt, missionário dehoniano que atuou por décadas junto a povos indígenas em Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão e Amazonas.

Nesta reportagem

Sacerdote dehoniano atuou em Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão e Amazonas e morreu após internação por problemas respiratórios

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) anunciou a morte do padre Odilo Erhardt, ocorrida em hospital após mais de um mês de internação por problemas respiratórios. Em nota de pesar, a entidade agradece pela vida do missionário, marcada, segundo o Cimi, pela dedicação à defesa dos povos indígenas ao longo de décadas de atuação pastoral.

Nascido em São Joaquim (SC), em 29 de novembro de 1933, padre Odilo era sacerdote dehoniano, da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus. Segundo o Cimi, construiu longa trajetória missionária em diferentes regiões do país, tendo sido o primeiro pároco da Paróquia Santa Inês, no Maranhão, a partir de 1969. Mais tarde deixou a congregação para seguir como padre secular, incardinado na Diocese de Goiás por dom Tomás Balduíno, mantendo o trabalho no Maranhão.

De acordo com o relato do Cimi, padre Odilo integrou o quadro de missionários da entidade em Mato Grosso do Sul a partir de 1983, quando substituiu Antônio Brand em Dourados. Entre 1998 e 2001 atuou no centro de formação do Cimi em Luziânia (GO), ao lado de Idalice, contribuindo para a estruturação de um espaço de formação e acolhida voltado a pessoas engajadas na causa indígena.

Sua atuação ainda passou pela Diocese de Humaitá (AM), onde foi pároco da Paróquia de Santo Antônio do Matupi por cerca de cinco anos, e teve nova passagem por Goiás antes de retornar a São Luís (MA), onde viveu seus últimos anos no Seminário Santo Antônio ao lado de dom Xavier Gilles Moupeau D’Ableige, bispo com quem construiu relação de longa data. O Cimi destaca que a amizade entre os dois ultrapassou vínculos institucionais, incluindo período de convivência no Leprosário do Bonfim, em São Luís.

Em nota, o Cimi afirma que o legado de padre Odilo permanece nas comunidades indígenas que acompanhou e nas pessoas que conviveram com ele, e declara que sua memória reforça o compromisso da entidade com a defesa da vida, dos territórios, das culturas e dos direitos dos povos indígenas.


Fonte: cimi.org.br

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de cimi.org.br e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

Related Posts
Clear Filters

Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi identificaram um grupo restrito de espécies de árvores que concentra metade do carbono e da biodiversidade das florestas amazônicas em regeneração, dado que pode orientar políticas de restauração no Brasil.

Relatório da coalizão Forests & Finance revela que bancos emprestaram US$ 595 bilhões entre 2020 e 2025 a empresas de agronegócio e mineração ligadas ao desmatamento tropical e a conflitos com comunidades, incluindo o financiamento à soja no Brasil após o colapso da moratória amazônica.

O relatório Forest Declaration Assessment 2026 mostra que o desmatamento global caiu 15% em 2025 por conta de avanços no Brasil e na Colômbia, enquanto a Bacia do Congo se aproxima dos níveis de desmatamento da Amazônia.

Cientistas, economistas e lideranças indígenas como Inara Waty, do povo Sateré-Mawé, alertam que a eleição presidencial brasileira definirá o ritmo do desmatamento e a proteção dos territórios na Amazônia.