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Levantamento do Climate Impact Lab projeta 857,4 mil mortes globais e 26,7 mil no Brasil por causa do Super El Niño, enquanto o Banco Mundial prevê alta de 18% nos preços dos alimentos até 2027.
Especialistas ouvidos pela InfoAmazonia apontam que a resposta ao El Niño forte que deve atingir a Amazônia até 2027 depende diretamente da política climática do próximo governo eleito.
Em Manaus, a concentração de material particulado MP2.5 atingiu 592 microgramas por metro cúbico, 40 vezes acima do tolerável, em episódio que pesquisadores associam a queimadas intencionais potencializadas pela seca e pelo El Niño.
Pesquisadora Erika Berenguer coordena um conjunto de livros feitos com brigadistas indígenas e ribeirinhos para orientar o combate a incêndios florestais na Amazônia diante de um El Niño que pode superar o recorde de queimadas de 2024.
Estudo publicado na revista Earth’s Future aponta a Amazônia como a região mais vulnerável a um novo padrão de seca e calor extremos que pode se repetir e se agravar nas próximas décadas caso as emissões globais não diminuam.
Empresas que operam usinas a diesel na Amazônia pedem mais de R$ 100 milhões para estocar combustível antes que os rios baixem, enquanto a ANA classifica oito sistemas hídricos do Nordeste em estado crítico diante do avanço do El Niño.
Medida Provisória assinada por Geraldo Alckmin destina R$ 24 milhões da Funai a ações emergenciais de água e alimentos em terras indígenas afetadas pelo El Niño.
Enquanto o Pacífico atinge patamar de Super El Niño, estudo da Nature revela que ondas de calor marinhas avançam há quatro décadas sobre o Atlântico tropical, impulsionadas pelo aquecimento global.

