Prodes aponta 3.335 km² desmatados entre agosto de 2025 e julho de 2026, menor marca desde o início do monitoramento em 1988.
A Amazônia registrou, entre agosto de 2025 e julho de 2026, a menor taxa de desmatamento desde 1988, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) iniciou o monitoramento da floresta: 3.335 km² desmatados. Os dados são do Prodes, sistema do Inpe que contabiliza a taxa de desmatamento anual no país, e foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O número representa uma queda de 41% em relação ao período anterior, de agosto de 2024 a julho de 2025, quando 5.731 km² de floresta foram derrubados. Até este ano, a menor marca para a Amazônia havia sido registrada em 2012, com 4.571 km², durante o governo de Dilma Rousseff.
A trajetória de queda está associada à retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criado no primeiro mandato de Lula e interrompido durante o governo de Jair Bolsonaro. Em comparação a 2022, último ano da gestão bolsonarista, a área desmatada caiu 71%, passando de 11.594 km² para os atuais 3.335 km².
O plano original, lançado em 2004, mobilizava 17 ministérios. A nova versão, relançada em 2023, reúne 13 pastas federais sob liderança do MMA, comandado por Marina Silva, repetindo o arranjo do primeiro governo Lula. A Casa Civil coordena a articulação entre os ministérios por meio da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, instância que concentra as decisões sobre fiscalização e combate ao desmatamento na região.
Os dados do Prodes servem de referência oficial para políticas públicas, acordos internacionais de clima e para o monitoramento da floresta em pé, território que abriga centenas de povos indígenas e é central para a regulação do clima no planeta.
Fonte: InfoAmazonia
Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de InfoAmazonia e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

