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Artigo defende nova aliança entre povos da floresta e do mar contra extrema direita

política da morte

Nesta reportagem

Texto resgata a Aliança dos Povos da Floresta de 1987 e propõe união com pescadores artesanais contra a PEC da Privatização das Praias relatada por Flávio Bolsonaro

Um artigo publicado pela Agência Pública relembra a criação, em 1987, da Aliança dos Povos da Floresta, que uniu comunidades extrativistas e povos indígenas da Amazônia sob lideranças como Chico Mendes e Ailton Krenak, e propõe que uma articulação semelhante volte a se formar hoje, incorporando também pescadores artesanais, marisqueiras e catadores de caranguejo como guardiões da costa brasileira diante do avanço da extrema direita representada pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

O texto recupera que, à época, a Aliança influenciou diretamente a Constituição de 1988 e levou a luta dos povos da Amazônia a pressionar bancos internacionais como o Banco Mundial e o BID, que financiavam estradas e polos de pecuária sobre territórios tradicionais. Chico Mendes, segundo o artigo, chegou a conter parte desses financiamentos numa viagem a Washington e pagou com a vida por sua atuação.

O autor associa a disputa atual à Proposta de Emenda Constitucional que regulariza a venda de terrenos de marinha, apelidada de PEC da Privatização das Praias, da qual Flávio Bolsonaro é relator. A proposta permitiria a venda de terrenos numa faixa que começa a 33 metros dos pontos mais altos da maré e que pertencem historicamente à União, sob o argumento, segundo defensores citados no texto, de atrair investimentos em condomínios e resorts. O artigo avalia que, na prática, isso pode fechar acessos e criar praias exclusivas para quem tem dinheiro.

O artigo também cita dados do Deter, sistema de alertas de desmatamento do INPE, apontando redução de 30% no desmatamento do Cerrado em setembro, além de menção a estudos do Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPAM) segundo os quais o combate à grilagem em propriedades privadas tem deslocado queimadas e derrubadas para unidades de conservação e terras indígenas. O texto lembra ainda que o Brasil sediará em abril de 2026 o encontro das Nações Unidas para a Década do Oceano, no Rio de Janeiro, e especula que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia repetir o cancelamento de conferências ambientais da ONU ocorrido durante o governo de seu pai em 2019.

Para o autor, a disputa pelo litoral soma-se à disputa pela floresta como frentes de uma mesma política que classifica como


Fonte: Agência Pública

Nota do ASSOBIO, seção de notícias rápidas da Revista Caipora, redigida automaticamente a partir da matéria de Agência Pública e sob curadoria da redação. As reportagens autorais da Caipora são escritas por comunicadores indígenas.

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