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Advogado indicado para a Secretaria de Meio Ambiente do Pará foi autuado pelo IBAMA por desmatar 346,7 hectares na Amazônia e indiciado pela PF por embaraçar fiscalização na Terra Indígena Ituna-Itatá.
Após as eleições de outubro, bancada ruralista e extrema direita pressionam o Congresso para aprovar ainda em 2026 projetos que desfazem demarcações de Terras Indígenas, liberam garimpo e enfraquecem a fiscalização ambiental.
A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF a condenação de sete servidores do Ibama da gestão Bolsonaro por associação criminosa e obstrução à fiscalização ambiental, enquanto analistas relataram ameaças e remoções arbitrárias após investigarem contrabando de madeira.
O Prodes 2026 do INPE registrou a menor área desmatada da Amazônia desde 1988, mas o Greenpeace Brasil alerta que o avanço depende da continuidade de políticas ambientais ameaçadas por ofensiva legislativa no Congresso.
Coluna publicada pelo ((o))eco analisa a proposta de Flávio Bolsonaro de extinguir Ibama, ICMBio e Funai, contrapondo décadas de construção institucional dessas autarquias ao risco atual de desmonte.
Documentos mostram que as multinacionais Bunge, Cofco, ADM do Brasil e CHS negociaram soja produzida por fazendeiro autuado pelo Ibama por desmatar 1,8 mil hectares de Cerrado no Piauí, área que teve o embargo ambiental suspenso e restabelecido por decisões judiciais contraditórias.
O Amazonas teve 540 focos de incêndio em 48 horas, e o ministro do Meio Ambiente aponta ação humana intencional como causa provável dos focos em áreas florestais de difícil acesso.
O Ibama autuou 14 vezes a capixaba Grancafé por receber café e pimenta-do-reino de fazendas com áreas embargadas na Mata Atlântica, e a empresa seguiu fornecendo a Nestlé, Melitta e Strauss Group mesmo após as penalidades.
O Conama aprovou por unanimidade uma resolução que cria cadastro e sistema de rastreamento nacional de escavadeiras, retroescavadeiras e dragas usadas no garimpo, com regras mais rígidas em municípios que sobrepõem terras indígenas e unidades de conservação.
Apesar de novas regras do Ibama que proíbem a importação de tubarão-anjo, espécie ameaçada de extinção, o produto segue vendido no Mercado Público de Porto Alegre e prefeituras e o governo gaúcho continuam abrindo editais para comprá-lo.
Levantamentos da ASCEMA Nacional, da Sumaúma e da Agência Tatu mostram que dezenas de candidatos às eleições de 2026 acumulam multas ambientais milionárias aplicadas pelo IBAMA e pelo ICMBio, com o PL de Flávio Bolsonaro liderando as autuações.
Levantamento da Sumaúma identifica 75 candidatos às eleições de 2026 com 200 infrações ambientais somando mais de R$ 176 milhões em multas do IBAMA na Amazônia Legal, com PL, Podemos, NOVO e Republicanos concentrando a maioria dos casos.

