Memória e Futuro
Há cem anos, o Estado brasileiro cercou os Guarani e Kaiowá em oito pequenas reservas e entregou o resto do território a colonos e fazendeiros. A Constituição de 1988 mandou demarcar as terras indígenas em cinco anos. Trinta e três anos depois do prazo, as demarcações estão paradas em gabinetes e tribunais, e quem volta ao tekoha encontra pistoleiros, polícia e veneno.
Lançamento de livro sobre Egydio Schwade na PUC Minas reuniu lideranças indígenas e pesquisadores para resgatar a história de resistência dos povos originários durante a ditadura e alertar sobre violências que persistem contra os territórios hoje.
O lançamento de livro sobre a trajetória do indigenista Egydio Schwade durante a ditadura reuniu lideranças indígenas e pesquisadores na PUC Minas, conectando a memória da resistência aos anos de chumbo com as violências territoriais enfrentadas pelos povos originários atualmente.
O Cimi e quatro instituições universitárias de Minas Gerais promovem, entre 27 e 30 de outubro, debates, lançamento de livro e exposição fotográfica sobre memória, resistência e direitos dos povos indígenas.
Dados de fogo, desmatamento e grilagem na Amazônia, de 2019 a 2026, mostram onde a violência contra povos indígenas cruza o avanço do bolsonarismo nas urnas.
O Cimi divulgou nota de pesar pela morte do padre Odilo Erhardt, missionário dehoniano que atuou por décadas junto a povos indígenas em Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão e Amazonas.
A agência Amazônia Real informa a morte do jornalista Zuenir Ventura, reconhecido por ter protegido a testemunha do assassinato de Chico Mendes no Acre.
A SUMAÚMA publicou um ensaio fotográfico que reconstrói mais de sessenta anos de atuação do cacique Raoni Mẽtyktire, do contato com Villas Bôas em 1964 às mobilizações recentes contra o marco temporal, em paralelo ao lançamento do livro “Raoni – Memórias do Cacique”.
A SUMAÚMA traça o perfil do cacique Raoni Metuktire, do povo Mêbêngôkre, relacionando quase 90 anos de sua trajetória de resistência à disputa histórica entre o projeto colonial e a defesa dos direitos indígenas no Brasil.
Lideranças indígenas de Roraima e o CIR celebraram, na comunidade Barro em Surumu, o lançamento de dois livros sobre o indigenista Egydio Schwade, resgatando a história da Assembleia dos Tuxauas de 1971 e a luta pela demarcação da Raposa Serra do Sol.
Reformatório Krenak: como Ditadura, FUNAI e Vale criaram prisões e trabalho escravo para indígenas no Vale do Rio Doce.
Movimento indígena propõe a Comissão Nacional Indígena da Verdade para apurar 8.350 mortes na ditadura e derrubar a tese do Marco Temporal.

