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Associações Yanomami denunciam que garimpeiros voltaram a contatar e invadir áreas da Terra Indígena Yanomami na expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Indígenas Kaingang da Terra Indígena Votouro, no Rio Grande do Sul, denunciam que um cacique bolsonarista matou um morador e perseguiu apoiadores do PT, enquanto ação policial posterior deixou mais duas vítimas fatais, em meio a um aumento de ameaças e violência política contra povos indígenas durante o período eleitoral.
Reportagem de SUMAÚMA mostra que Flávio Bolsonaro mantém proximidade com nomes condenados ou investigados por garimpo ilegal em terras indígenas, em meio a promessas de afrouxar fiscalização ambiental.
Entre 2018 e 2021, a área destruída pelo garimpo na Terra Yanomami quase triplicou, a malária se espalhou pelas aldeias e centenas de crianças morreram de causas evitáveis. No mesmo período, o presidente da República dizia que o interesse na Amazônia era “no minério” e mandava ao Congresso um projeto para abrir as terras indígenas à mineração. A Revista Caipora reconstitui, com documentos, decisões judiciais e a voz dos Yanomami, como a tragédia foi anunciada e o que o bolsonarismo diz hoje sobre ela.
Investigação da Agência Pública e do ICIJ revela que Rodrigo Cataratas, condenado por liderar garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami e foragido desde dezembro de 2025, mantém empresas e bens de luxo nos Estados Unidos registrados em nome de ex-colaboradores ligados ao mesmo esquema criminoso.
A Defensoria Pública do Amazonas cobrou da Justiça Eleitoral medidas de transporte fluvial e terrestre para garantir que indígenas e comunidades tradicionais de diversas regiões do estado consigam votar no segundo turno de 25 de outubro.
Levantamento do CREDHYY mostra que armas deixadas pelo garimpo ilegal continuam ferindo e matando indígenas Yanomami, com 30 casos atendidos em hospital de Boa Vista em oito meses de 2026.
Lideranças e organizações como Ailton Krenak, Apib, Mídia Indígena e o Instituto Socioambiental intensificam mobilização pela reeleição de Lula, alertando para riscos aos direitos indígenas caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno.
Falta de combustível, embarcação e intérprete impediu Yanomami, Ribeirinhos e extrativistas da Amazônia de votar no primeiro turno, enquanto Justiça Eleitoral não garante medidas previstas em lei para o segundo turno.
Uma mineradora prometeu terras em troca do voto dos Mura; o governo de Jair Bolsonaro levou garimpeiros Munduruku a Brasília em avião da FAB; um projeto de soja em terra Xavante deixava 80% da receita com fazendeiros. A Revista Caipora reconstituiu como se disputa apoio nas aldeias e o que o voto indígena mostra sobre o segundo turno.
Cientistas, economistas e lideranças indígenas como Inara Waty, do povo Sateré-Mawé, alertam que a eleição presidencial brasileira definirá o ritmo do desmatamento e a proteção dos territórios na Amazônia.
Levantamento do Joio e o Trigo mostra que o programa de governo de Flávio Bolsonaro prevê demarcação zero de Terras Indígenas e liberação de plantio comercial nesses territórios, repetindo o modelo do governo de Jair Bolsonaro.

